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Cartel do metrô: Corregedoria diz que secretário de Haddad era responsável por documentos desaparecidos

Osvaldo Spuri, hoje na gestão municipal, trabalhou na CPTM durante governos tucanos

A Corregedoria-Geral da Administração do governo de São Paulo aumentou a pressão sobre Osvaldo Spuri, ex- presidente das comissões de licitação da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e atual secretário municipal de Infraestrutura Urbana e Obras. Ele é investigado por um possível envolvimento com o cartel que atuava no metrô e na CPTM.
A Corregedoria, responsável por investigar desvios de conduta de servidores no governo estadual, divulgou nota na noite desta quinta-feira (6) para reafirmar o conteúdo publicado no mesmo dia pelo jornal Folha de São Paulo. Na reportagem, Spuri é citado como responsável como o responsável por documentos da CPTM que comprovariam a existência de cartel em uma licitação, esta denunciada pela empresa alemã Siemens.
De acordo com a nota, no dia 27 de novembro de 2013 o atual secretário do prefeito Fernando Haddad confirmou a “sua participação como presidente das comissões de licitação”. Contudo, Spuri teria argumentado que os documentos com “os preços de referência não seriam de sua competência”.
A Corregedoria diz ter tentado obter os documentos desaparecidos com Spuri mais uma vez, em janeiro deste ano, mas sem sucesso. Mais uma vez, ele teria afirmado que “a responsabilidade pela formação de preços de referência nas licitações da CPTM seria das áreas técnicas e não das comissões de licitação por ele presididas”. O argumento foi rebatido pela CPTM.
"Podemos informar galgados nos elementos constantes dos procedimentos administrativos que o sr. Osvaldo Spuri, além de presidir as Comissões de Licitações, era Coordenador Técnico dos Projetos, de sorte a congregar todas as informações, inclusive a formação de orçamento, consoante os documentos abaixo arrolados indicados (...)".
A papelada desaparecida ajudaria os investigadores da Corregedoria a entender como foram formados os preços para a licitação investigada. Sem esses números, não é possível descobrir como a CPTM chegou ao preço final.
Ao jornal Folha de São Paulo, Spuri afirmou que nunca foi questionado sobre os documentos desaparecidos nas duas vezes em que foi à Corregedoria. Além disso, segundo ele, toda a documentação da citada licitação foram encaminhados para o arquivo da CPTM em 2003. Outros documentos importantes teriam sido enviados para o TCE (Tribunal de Contas do Estado) e para o Banco Interamericano de Desenvolvimento.
Antes de assumir uma secretaria no governo Haddad, Spuri trabalhou entre 1995 e 2003 na CPTM, nos governos de Mário Covas e Geraldo Alckmin. Esteve na companhia também entre 2007 e 2010, na gestão de José Serra.
Secretário de Alckmin pede exclusão de inquérito
O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Rodrigo Garcia, quer que o STF (Supremo Tribunal Federal)exclua o seu nome do inquérito que corre em Brasília acerca do suposto cartel de trens do metrô e da CPTM em São Paulo. O pedido foi feito nesta quarta-feira (5) e ainda será analisado pelo ministro Marco Aurélio Mello, relator do caso no STF.
Conforme argumentaram os defensores de Garcia, não existem provas que o envolvam no caso, uma vez que, segundo o pedido, o secretário de Alckimin “jamais teve qualquer ligação ou vinculação administrativa com o Metrô”.
Garcia é um dos altos dirigentes do governo de São Paulo citados no depoimento do ex-executivo da Siemens, Everton Rheinheimer, ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) no ano passado.
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